30/09/2004

EU APOIO A GREVE DOS BANCÁRIOS


Crianças,


Vocês que me conhecem há algum tempo sabem, sou rapaz moderado, tolerante, buscador de consenso e cumpridor dos meus deveres. Ou seja, uma pessoa quase acomodada com o sistema, quase de direita, como se dizia antigamente.


Mas quero deixar aqui registrado meu apoio total aos bancários em greve. Este apoio tem um componente altruísta e outro egoísta.


Para o apoio altruístra, a razão é óbvia. Os caras que garfam os maiores lucros da história do Brasil, os banqueiros, tem que pagar bem seus funcionários. O que não fazem. Por isso, são banqueiros. A tática deles é muito simples. Arrancam o couro dos clientes com os maiores juros do planeta. Somado a toda sorte de pilantragenzinha, concursos, taxinhas escondidas no extrato... Arrancam o couro dos funcionários com péssimos salários e demissões em massa. Obrigando todos a uma carga desumana de trabalho.


O gerente de banco hoje virou office boy, telefonista, moça do cafezinho, caixa, preenchedor de fichas, digitador de novas contas e ainda tem que engolir os sapos depositados sobre sua mesa por clientes insatisfeitos e raivosos.


A minha razão egoísta é que não quero mais ficar em fila no banco. Com a demissão de funcionários em massa, os bancos explodindo de lucros, deixam um ou no máximo dois seres atrás dos caixas. Enquanto isso, sobra dinheiro para gastar em muuuuuuuuuita publicidade para deixar eles bem na fita com o povo. Uma vergonha.


Camaradas bancários, desta vez, vocês estão cobertos de razão. Não deve ser difícil para manter as agências fechadas. A violência com que os clientes são barrados pelas porta giratórias favorecem o piquete. Não esmoreçam. Levem esta greve até o fim. Contem com meu apoio.


PS: E hoje, nos Tas na Zona, você está convidado a acompanhar o debate para prefeito em todo Brasil ao vivo no blog. É só clicar aqui.

Escrito por Marcelo Tas às 10h22

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27/09/2004

PARA QUE SERVE UM VEREADOR?

Domingo tem eleição, lembra?

Esta é a pergunta do Tas na Zona.

Clique e pense antes de votar.

Escrito por Marcelo Tas às 10h01

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24/09/2004

O INFERNO É O LIMITE

Especialmente no período eleitoral fica evidente um dos óbvios ululantes brasileiros: a cara-de-pau dos políticos não tem limite.

Hoje, teve um que passou da conta. E ele nem tá concorrendo a nada. Tá com a vida ganha no governo Lula. Aliás ele está no governo há exatamente 50 anos.

Já apoiou a ditadura. Depois, quando o barco ia afundar, passou para o lado dos que apoiavam as diretas. Ofereceu alianças com a direita e emplacou uma boquinha na chapa da virada democrática brasileira. Para nosso azar, Tancredo morreu, ele virou presidente. Na sequência, apoiou FHC. Ao final do governo deste, passou a apoiar Lula. É um radical de centro.

Sim, crianças, é dele que estou falando. Do imortal José Sarney. Não por coincidência, o coronel do estado onde existe mais miséria e desigualdade em todos os índices sociais brasileiros: o Maranhão.

Na Folha de São Paulo de hoje ele manda essa (vou deixar só o trechinho inicial para poupá-lo dos marimbondos de fogo que voam de sua pena):

“Nestes últimos dias, curti minha insônia de estimação com especulações que, em vez de atrair o sono, o afastaram e ficaram remoendo soluções e caminhos.

Implantou-se na minha madrugada uma pergunta que é de todos: onde nos desviamos do caminho que vínhamos trilhando no século 20 com tanto brilhantismo e que se truncou numa avalanche daquilo que os franceses chamam de excesso de crises?

De repente veio-me a revelação que já deve ter acometido milhões de brasileiros ao longo das últimas gerações: o nosso grande fracasso foi a educação. Nunca fomos capazes de construir um modelo educacional para o Brasil.”

Ora, Sr. Sarney, poupe-me. Que história é essa de “nosso grande fracasso”? Seja homem, fale por si. Lamento levantar a suposição de que sua hora está se aproximando. O calor da grande fornalha do inferno já deve estar lhe incomodando o sono primaveril.

Dentro em breve, imagino que Vossa Senhoria vai ser obrigado a fazer aquilo que vinha evitando há bastante tempo: respirar fundo, olhar para dentro e parar de contar tanta mentira para si mesmo. Aí, sim, sua insônia de “estimação” virá para acordá-lo. Talvez para a vida eterna, amém.

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Ufa, desculpem o desabafo. Precisava de dizer o que penso sobre esse homem tão mentiroso quanto a cor do seu bigode. Se você aí do outro lado, também está com um nó na garganta como eu estava, não se acanhe. Meta o dedo no teclado e me diga:

Que político que já passou da conta nessa época tão afeita a discursos que é o período da campanha eleitoral? Só faltam poucos dias para o primeiro turno. A quem vamos entregar o troféu cara-de-pau 2004?

Escrito por Marcelo Tas às 18h55

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22/09/2004

SEXKUT, MENTIRINHAS E PATINHOS NA LAGOA

 

O fato de eu ter escrito um post aqui no blog sobre brasileiros x tecnologia, usando o "lançamento" do Sexkut, me colocou dentro de um alvoroço imenso que rola pela web brazuca. É que o "lançamento" era mais um hoax, uma espécie de videocassetada virtual, do site Cocadaboa. Até aí, bacana, engraçado, recebi com bom-humor. Então começaram a aparecer artigos, pedidos de entrevistas e comentários tercerizados tão desproporcionais por aí que resolvi me dar o trabalho de responder a um dos entrevistadores para encerrar minha participação e comemorar o tão festejado assunto.

As perguntas são da jornalista Marinilda Carvalho, editora-assistente do Observatório da Imprensa. A quem agradeço o interesse, a inteligência e a gentileza em autorizar a publicação da íntegra das minhas respostas aqui no blog.

Com vocês, o assunto da hora (espero que esta hora não dure uma eternidade pela falta de assuntos que empesteiam as redações do Brasil): Sexkut!

 

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1) Por que você achou interessante noticiar um Orkut dedicado ao sexo?

Minha intenção no post foi indagar o por que de nós brasileiros, sub-cidadãos de um país miserável, sermos tarados por inovações tecnológicas. Provocar a molecada que frequenta o meu blog a pensar no que fazer com essa inusitada habilidade verde-amarela com as ferramentas da revolução digital.

Se queremos ser uma Bangalore tropical (referência à cidade da Índia que produz softwares de ponta em sincronia com o Vale do Silício do outro lado do planeta) ou se queremos ficar em "apenas idéias como essa do Sexkut", como encerro o texto.

Portanto, ao contrário da premissa da sua pergunta, não "noticiei" o lançamento do Sexkut. Mas usei a idéia da criação do Orkut do sexo por um brasileiro para perguntar: afinal existe algum papel para o Brasil nessa nova era além da mais primordial sacanagem?

Poderia também ter perguntado: por que o Brasil é o único lugar do mundo onde a imprensa "séria" dá importância ao Orkut? Na Europa, Ásia e Estados Unidos, onde foi criado, não foi dada a mínima importância a essa brincadeira de fim de semana de um funcionário da Google. Aqui, até o governador de São Paulo já deu entrevista em rede nacional sobre o "fenômeno".


2) Você questionou (principalmente) a tara do brasileiro pelas novas tecnologias. O conteúdo per se chamou menos sua atenção?

Sim. Tenho esse defeito de fabricação. Desde criancinha no jornalismo, quando incorporava o repórter Ernesto Varela, me interessa mais a interpretação crítica do que a "realidade" dos fatos.


3) O que você faz normalmente, que tenha falhado desta vez, para escapar de boatos e lendas da internet?

Checagem. Neste caso, conferi a existência e registro do domínio. Depois da publicação do post, fui procurado por vários coleguinhas excitadíssimos em descobrir quem "na verdade" era o Mr. Sexkut. Para alguns dos que imaginavam que eu guardava um "furo" jornalístico, declarei minha suspeita de que o site era apenas um cenário de filme de faroeste, aqueles onde só existe a fachada dos prédios. Ou seja, a existência ou não do projeto nunca me importou. Sei de gente que gastou dias, e até telefonemas internacionais, para decifrar tão misterioso segredo.



4) Fazer matéria agora sobre tão imensa nulidade, como a que eu estou fazendo, tem algum valor?

A nulidade ou não das coisas que estão no mundo dependem do olhar de cada um. Eu estou me divertindo muito com a importância e seriedade que está sendo dedicada à essa "notícia". Ao contrário da esmagadora maioria dos profissionais do jornalismo, me sinto afortunado quando é me dada a oportunidade de rir de mim mesmo. Não me acho infalível. Não considero que a missão dos jornalistas é serem os coroinhas do supremo sacerdote que guarda a "verdade". O que inclui severa punição com varinha de marmelo aos que questionam a linha sutil que define o que é ficção e o que é "realidade".

Para encerrar, deixo aqui registrado para a posteridade que apesar dos esclarecimentos acima, aprecio desde há muito tempo (já o veiculei várias vezes no meu programa na TV Cultura) a irreverência e ousadia do site Cocadaboa. Rara, nesses tempos de jornalismo careta e covarde no Brasil (neste quesito concordo com o presidente Lula: os jornalistas brasileiros são covardes). Sinto-me honrado em ter virado mais um "pato" do Mr. Manson. Já o foram: Ancelmo Góis, Ricardo Noblat, Cesar Giobbi, Pedro Dória, Júlio Hungria... Para não falar de empresas de comunicação como o The New York Times, que ao contrário das empresas de comunicação brasileiras, já cometeram, e até admitiram, erros cabeludos. Estou em boa companhia. Ao contrário de José Sarney e Carlos Heitor Cony, sou mortal. Ufa, posso dormir em paz!

PS: se você quiser continuar comentando o assunto, não se avexe. Apesar de não parecer, estamos todos aprendendo aqui nesse mundo.

Escrito por Marcelo Tas às 14h36

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20/09/2004

BEM-VINDA, LWF!

Sou fã de Lilian desde que ela participava de um programa chatíssimo com uns economistas na TV Bandeirantes. No meu entusiasmo pelo charme e precisão do olhar dela; e da forma firme e violenta, em stacatto, como as sílabas brotam de sua boca, cheguei a compará-la ao Clint Eastwood. Era um artigo escrito a pedido do Mino Carta para a "Isto É" comentando a estréia da moça no Jornal da Globo, início da década de 90.

Teve gente que demorou para entender a comparação. Witte Fibe, sempre rápida no gatilho, na primeira vez que nos encontramos ao vivo, agradeceu com muito bom-humor. Desde então, venho aguardando o dia em que pudéssemos trabalhar no mesmo veículo. A partir de hoje, mesmo que com algumas clicadas de distância, ela está aqui no UOL.

E vocês, meninos e meninas de mentes poderosas e inquietas, não percam a chance de interagir, se informar e aprender  com essa fera do jornalismo verde-amarelo.

Seja muito bem-vinda, dear LWF.

Escrito por Marcelo Tas às 15h02

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TAS NA ZONA- O OUTRO BLOG DO TAS

Crianças,

Para quem está chegando agora, explico. Aquele selinho ali ao alto, à direita, TAS NA ZONA ELEITORAL, é um blog dentro desse blog só com o assunto eleições. Falamos de tudo e de todos, como neste post que reproduzo aqui sobre os incríveis erros de português dos candidatos.

O Blog do Tas também continua por aqui bombando. Os assuntos da política eleitoral, que vocês tanto gostam, é que migraram para lá. Mais espaço para a gente trocar cliques. Vamos adiantar a conversa, pois faltam só 15 dias para o primeiro turno!

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INTERNET ELEITORAL GRATUITA

15 dias para o primeiro turno, a campanha vai te perseguir onde quer que você esteja: na ruas, trabalho, vendo TV, ouvindo rádio, tomando cafezinho no boteco, em batizado de bebê e até aqui na internet!

O internauta Ernesto Meyer me envia e-mail com site da Cris, candidata a vereadora em Florianópolis. Rápida mesmo nas idéias, a moça lançou um blog como site de campanha! Até aí, muito legal! Só que na pressa Cris derrapa feio nos erros de português.

Tem gente por aí que não liga para isso. Acha normal, por exemplo, o nosso querido presidente Lula dizer "nóis-vai, nóis-vorta". Eu que sou admirador das palavras e rapaz respeitador das regras gramaticais da linda língua de Fernando Pessoa, nesse assunto sou taleban. Não engulo essa preguiça com nossa língua. É inadmissível nossos representantes desvalorizarem a língua por preguiça de ler e estudar. De aprender a falar e escrever corretamente. Devia ser descontado do salário deles, ou em dias de mandato, cada erro gramatical grave que cometem. Talvez assim falassem "menas" bobagens.

A nossa querida candidata Cris, de Floripa, diz que está no último ano da faculdade de Admnistração de Empresas. E que seu blog depois de "VINCULADO" na TV está arrebentando de vistas. Que faltam poucos dias para o "SUSSESSO" nas urnas...

 

Bem, minha cara Cris, só por conta do seu bonito sorriso, vou te dar uma chance: aguardo umas 48 horas para você corrigir as barbeiragens no site. Senão o seu "sussesso" retumbante pode contaminar seus jovens eleitores. E ficamos todos nós "vinculados" na mídia através da ignorância.

A língua é nossa pátria. Não faça caquinha em cima dela!

PS: você conhece sabe de atropelamentos ao português na campanha aí da sua cidade, mande para cá.

PS2: e se você conhece sites bacanas, dignos de comentários, também envie para tasnazona@uol.com.br

 

Escrito por Marcelo Tas às 11h17

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17/09/2004

A PALAVRA DA HORA É COMUNIDADE


Tudo bem, você pode até falar que sempre foi o espírito da coisa. Só que agora mais do que nunca Leci Brandão- a cantora comentarista do carnaval global que só falava em comunidade- está mais contemporânea que nunca. A alma do negócio é valorizar a comunidade!



Até o The Sims, o jogo eletrônico da hora recém lançado em versão 2.0, trouxe agora um site com feramenta para agregar comunidade, blogs...


Cacilda, até para joguinho já tem comunidade. Fazemos parte do mesmo ecossistema? E você, faz parte de que comunidade virtual? Se apresente e diga: que software conecta vc direto a sua turma?


 


 

Escrito por Marcelo Tas às 01h41

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