13/08/2005
ROLANDO LERO

Lula diz que se sente "traído".
Mercadante diz que está "indignado".
Tarso Genro diz que o discurso do Lula foi "insuficiente".
Sobrou mais algum petista...? Ah, Berzoini, está falando tão baixinho que nem consegui anotar nada do que saiu da boca dele...
Como ficaram décadas na oposição, engordando, tomando cachaça e comendo churrasco, os petistas se acostumaram a resolver os problemas com discurso.
Tudo isso que só agora eles falam, está sendo dito há meses. Nas ruas, nas colunas de jornal, nos blogs (só os cegos de carteirinha não quiseram ver)...
OK, companheiros, a ficha finamente caiu para vocês. Mas então eu pergunto: e daí? Sejam machos (como vocês quase sempre se colocam, dando murrinhos na mesa) e façam alguma coisa!
Senão, das duas uma: ou Lula realmente tem mais culpa no cartório ou esse Zé Dirceu é mesmo muito mais poderoso do que a gente pensa. Deve ser o Super Zé. Por que tantos homens barbudos, bigodudos, rudes, que cospem no chão... tem tanto medo do Zé?
PS: Rolando Lero, na foto acima, é personagem imortal do saudoso comediante Rogério Cardoso. Com a imagem esse blog homenageia outro gigante da comédia brasileira, Francisco Milani, que morreu no final de semana de câncer no Rio de Janeiro.
11/08/2005
DUDA, GUGU DADÁ

Duda é sincero. Duda fala a verdade. Duda é legal. Duda é direto. Tome Duda. Experimente Duda. Duda é o ó.
Inacreditável a ingenuidade de Duda Mendonça. Como explicar que uma raposa velha da publicidade, acostumado a dar nó em fumaça, com a maior candura enumere alguns de seus crimes e pecadinhos em rede nacional?
Os deputados estão confusos. Um o chamou de "artista". Fato que comprova o nível educacional dos nossos representantes.
Duda entregou o PT de bandeja. Revelou até a conta no exterior para receber restos da campanha. Por esse motivo, Collor foi ejetado.
Aliás, com a maior cara de pau, Duda revelou que uma de suas "obras" foi criar o LL (o ele duplo) do logotipo vitorioso da campanha do Collor. Mas Duda fez mais: é o responsável pela mentira do Fura-Fila do Pitta, pelas mentiras do Maluf... Enfim, Duda deve, e muito, para o Brasil.
Atribuiu a "Deus", encontrar faxes no fundo de gavetas que comprovam as contas no exterior.
A barulheira na sua conciência deve ser a causa de chorar tanto hoje durante o depoimento. A vergonha que tem dos filhos que estão neste momento o vendo nesse momento patético e sem script bonitinho, como eram os seus programas políticos. É um homem infeliz. Infantilizado.
O saudoso Paulo Francis sempre nos lembrava que o Brasil é o único país do mundo onde senhores na idade avançada conservavam apelidos de infância. Duda se chamar Duda é uma prova dura, final contra ele. Seu estado mental infantilizado justifica entre outras coisas sua paixão por galinhos de briga com os quais ele agora está melacólicamente indentificado. Uma penúria espiritual e física de dar dó.
PS: Mas ATENÇÃO, este blog quer deixar claro que é CONTRA o impeachment do presidente. Pelo menos, por tudo que se revelou até aqui.
AS AVENTURAS DE PIMENTINHA NA TERRA DO MENSALÃO

Todos seres humanos são camaleões. Alguns, também são frágeis e imprevisíveis como os insetos. Outros, simplesmente, vermes.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), vice-presidente da CPI do mensalão (vejam vocês o cargo do cara!), bateu no limite do rebaixamento animal da cadeia alimentar. Omitindo os “esses” do plural, como a maioria dos seus companheiro (sic) do PT, abriu a sessão da última quarta com uma “denúncia gravíssima”: uma nova lista do MV, o Marcos Valério.
E então se seguiram cenas que só consigo acreditar porque vi ao vivo no Big Brother Brasília, da TV Senado. Começou apresentando com muita macheza o seu achado. Só que o dossiê era tão porcamente falsificado, com uma capa bem tosca, semelhante à de processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal.
Mostrou uma lista com cerca de 90 nomes de políticos de vários partidos de Minas Gerais que teriam recebido recursos ilegais de Marcos Valério, na campanha de 1998. Detalhe, nenhum do PT. Ou melhor, no espaço reservado ao PT, só um pequeno valor e os nomes “desaparecidos”.
E levou a farsa adiante. Pimenta disse ter conseguido a lista com um dos advogados de Marcos Valério no final do depoimento, na madrugada do dia anterior. Foi desmascarado imediatamente pelo próprio advogado citado, que chegava ao recinto para mais um dia de trabalho na CPI (para defender o sócio de Valério) e pelo deputado Júlio Redecker (PSDB-RS). Este tinha visto o incrível Pimenta entrando no carro do Valério dentro da garagem da Câmara (!). De madrugada (!).
Pego de calças curtas, Pimentinha ainda conseguiu piorar a situação. Reconheceu que entrou no carro de MV, mas disse que o fez apenas porque queria uma carona até um ponto de táxi e “achou” que o carro era um carro “oficial” do Senado; nunca o carro de MV. Rapaz, essa foi forte, mas teve mais.
Cercado pela mentira, Pimenta muda a versão outra vez. Corrige dizendo que achou a lista em cima de uma mesa (!) na própria CPI na ação que corre contra o presidente do PSDB Eduardo Azeredo. Mais uma mentira. Essa ação existe, mas não contém lista nem nomes de deputados.
Uma última notícia aclarou os fatos. Que o incrível Pimentinha, de posse da lista falsa, naquela mesma madrugada foi visto saindo do apartamento do deputado José Dirceu na companhia do coelhinho da Páscoa, Branca de Neve, Papai Noel e os Sete Anões.
Ufa, parece que finalmente o mistério tem chance de ser resolvido.
Esta manhã, diz o Blog do Noblat, Pimentinha vai pedir seu afastamento da CPI. O Deputado Alberto Goldman, PSDB-SP, quer mais. Vai pedir a cassação do mandato dele, por mentir à uma CPI, justamente aquela onde ele era (custo a acreditar!) vice-presidente!
08/08/2005
MINHA PERGUNTA PARA MARCOS VALÉRIO

Amanhã, Marcos Valério, o MV, volta ao Big Brother Brasília. Pediu para entrar de novo no microondas da TV Senado, pois tem novas revelações. Vai tentar o famoso abraço de náufrago no Zé Dirceu, o ZD. Não querem morrer afogados sozinhos. Agarram-se na tentativa vã de que pelo menos um volte à tona. Será que dá tempo? Será que nós somos tão bobinhos? Tudo é possível. Tem gente que acredita até no Zé Genoíno e no Delúbio Soares...
Fica aqui uma pergunta para os nobres congressistas formularem ao MV.
Na sua última aparição, o publicitário careca, com aquela candura mineira, declarou com sua cara-de-pau envernizada com doce-de-leite que o onipresente tesoureiro do PTB Emerson Palmieri fora com ele para Lisboa, para os encontros com o pessoal da Portugal Telecom, a PT, porque estava "estressado".
Ôpa, aí tem uma pergunta:
- Prezado excelentíssimo depoente MV, qual a técnica de desestressamento usada pelo nobre excelentíssimo tesoureiro Palmieri?
É bom lembrar na viagem de MV e EP para encontrar o pessoal da PT, se colocando como enviados do governo do PT, os meninos embarcaram dia 24 de Janeiro e voltaram dia 26 de Janeiro.
Mesmo que de primeira classe, como alguém se desestressa fazendo dois vôos de 9 horas e meia, com quatro de fuso horário de diferença, em menos de 72 horas?
Se conseguir responder essa pergunta, MV pelo menos resolve um problema. Pode recomeçar a vida abrindo uma agência de turismo para estressados com pouco tempo disponível. Vai ter cliente a dar com pau.
07/08/2005
O ET SOU EU

Agradeço a muitos que enviam comentário sobre a recente entrevista (longa, mais de 8 páginas) que concedi à Revista V, da Volkswagen.
Estou abismado como tem gente competente fora dos grandes jornais e revistas. Meu entrevistador, por exemplo, o excelente Ronaldo Bressane, ex-Trip, ex-Folha.
Abaixo vai o link onde tem um trailer.
http://www.vw.com.br/revistav05/ed_013/materias/mat_01.htm
Para ler na íntegra, só comprando na banca.
Os caras são loucos mesmo: eu sou a capa (foto acima). Pareço um Marcos Valério decepando cabeças no Congresso com a espada do Star Wars...
ALÔ, RIO DE JANEIRO

Nessa segunda, 8 de Agosto, tem lançamento do livro "Blue Bus, guia para acompanhar nossos primeiros 10 anos na estrada". Tive a honra de participar com um texto ao lado desse time que vocês podem conferir aí acima no convite. É uma coleção de histórias divertidas ou significativas dos ultimos 10 anos na web, os primeiros 10 anos da nossa convivência com ela.
Por conta das gravações do Saca-Rolha, infelizmente, não vou poder comparecer. Mas convido os amigos, reais e virtuais, cariocas pois a noite promete ser animada por um porfolio variado de personagens da web brasileira.
Vai ser na Livraria da Travessa, aquela da Visconde de Pirajá, em Ipanema, 8 da noite.
Em São Paulo, o lançamento vai ser dia 26 de Agosto, uma sexta, na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos.
Longa vida ao www.bluebus.com.br
05/08/2005
MEDO

Quanto mais eu rezo, mais sombração aparece.
Pior do que o Valério dando carteirada em Portugal, é a aparição do atual embaixador d'além mar: Paes de Andrade! Lembram-se dele? PMDB do Ceará, famoso pela cena de aterrizar com o boeing da presidência em Mombaça, sua terra natal, hoje entronado embaixador pelo governo Lula (!). Como alguém que não consegue falar a língua daquele país pode ser enviado a Lisboa com essa incumbência?
03/08/2005
O HOMEM-SAMAMBAIA

O que dizer da melancólica aparição de José Dirceu?
Antes, grão-duque do governo (Articulação Política + Casa Civil!). Agora, um homem murcho que nada sabe. A culpa é da imprensa. A culpa é dos outros partidos. A culpa é do Delúbio.
Para o Zé, não existe mais nenhum sonho. Não existe o Brasil. Só existe uma pálida lembrança do seu abrigo psicológico chamado PT. Evidentemente, ZD é um homem em curto circuito existencial. Não tem memória ou emoções a compartilhar. É um hard disk sem software. Uma samambaia de plástico.
Não é à toa que o único momento vivo, de verdade, de todo o show, foi uma gargalhada! Justamente quando Zé afirmou que nunca foi arrogante na vida.
Ha, ha, ha... Veja que interessante, meu caro Zé, sua mentira atingiu o grau de uma obra de arte. Por isso, você foi premiado com o troféu só concedido aos grandes comediantes: o riso da platéia. Lembrei de Freud: o riso é uma faísca que surge do insight. A platéia ri do prazer do cair da ficha. De ter compreendido algo até então nebuloso trazido à tona pelo comediante. Aqui no caso, de forma involuntária.
Assistindo trechos do show (não consegui ficar mais do que alguns minutos seguidos sem ter que sair da frente da TV com vontade de vomitar) na companhia de dois amigos roteiristas de TV, a única conclusão é que não me sinto representado ali por aqueles senhores. A começar pelo vacilante Izzar, presidente da Comissão de Ética, palavra que não combina com o semblante e gestos daqueles que lá estavam.
Mas discordei deles, dos amigos, e de quem disser que a política brasileira não avança. Estamos caminhando, apesar do nojo diante desses fatos. Mas o avanço tem que ser olhado com distanciamento de pelo menos um século. E não se iludam, a política, assim como a qualidade de vida, as diferenças sociais, as injustiças, a miséria criminosa do povo, só vai melhorar com o avanço da educação. Aqueles senhores barrigudos, cutucadores de titica de nariz, que não merecem um segundo da nossa atenção, são um produto da educação brasileira. São compatíveis com a escola que é oferecida aos nosso povo. Se não melhorar do lado de cá, não melhora, mesmo, do lado de lá.
Deus é brasileiro. Mas anda muito cansado. Não pode fazer um milagre por dia.
02/08/2005
DESABAFO DE UM PETISTA
Bastante didático e esclarecedor, nessa semana de show de CPIs, o texto abaixo, escrito há quase um ano, pelo economista Cesar Benjamin, fundador do PT.
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Antes que seja tarde demais
CÉSAR BENJAMÍN (www.alia2.net)
Rio de Janeiro (Brasil) - 8 novembro 2004
O governo Lula é prisioneiro de impasses profundos, dos quais não se libertará. Suas ações e omissões têm agravado, em curto período de tempo, todos os nossos dilemas. Caminha para um fracasso de grandes dimensões.
Há uma tragédia em curso no Brasil, e ela, por enquanto, nos confunde e nos paralisa. Pois a política -o nosso instrumento da mudança- foi despolitizada, reduzida a doses cavalares de marketing e a um conjunto de pequenos arranjos, muitos dos quais bastante suspeitos, tudo a serviço da conquista e da preservação de posições de poder. Nada mais há de libertário nela. Nenhum impulso de superação do que existe.
...
Precisaremos reinventar a política. Os partidos operários modernizaram a política européia ainda no século XIX. Ampliaram os limites das hesitantes democracias de então, forçando os conservadores a se adaptar. No Brasil, em pleno século XXI, o PT no poder rebaixou os ideais republicanos -já não digo socialistas- ao nível de um jogo circense que instrumentaliza a nossa democracia, igualmente hesitante, para apequená-la.
A política confirma-se como um espaço de competição entre grupos de profissionais que, ao buscarem seus interesses, concorrendo entre si, acabam por construir uma situação de eterno equilíbrio flutuante, por meio da manipulação periódica dos desejos de eleitores-consumidores. É, como se vê, uma variante do mercado. Não há mais projetos de sociedade em disputa. Não há espaços para que o povo apareça como protagonista e reivindique para si a construção de seu próprio futuro. Discute-se, no máximo, quem administra melhor o que aí está.
Nesse contexto, os políticos - os do PT e os outros - esforçam-se por adaptar-se ao que a sociedade é, ou parece ser, conforme lhes informam as onipresentes e minuciosas pesquisas de opinião. Não aceitam correr o risco de pensar no que ela não é, nem parece ser, mas pode vir a ser. São incapazes de despertar qualidades novas que estejam latentes. E ficam iguais. O futuro que resulta do somatório dessas ações da pequena política, dessas sucessivas operações de curto prazo, tendo sempre em vista a próxima eleição, esse futuro- o único admitido pelo jogo institucional atual- é apenas o prolongamento do presente. Não contém o caráter novo de um verdadeiro futuro. Consolida-se assim, pois agora sem oposição, o status quo que tem origem na contra-reforma conservadora da década de 1990. Os porta-vozes da burguesia exultam diante de tanta maturidade.
Tivemos, ao longo da história, muitos tipos de esquerda. Pela primeira vez, temos agora uma esquerda de negócios. Pois, tendo destruído a militância, o que Lula e o PT necessitam cada vez mais - mídia e dinheiro - só a classe dominante pode lhes dar. Pela palavra de suas principais lideranças e pela sua prática, o PT já não esconde sua condição de partido tradicional, integrado política e moralmente à ordem em vigor. Entre perdas e ganhos, firmou posições no espectro da política institucional, cada vez mais divorciada do país real, mas não mais poderá ser o eixo de gravitação de uma proposta transformadora, mesmo reformista, que pretenda ser séria.
Estamos assistindo, pois, ao fim de um ciclo na existência da esquerda brasileira, com o colapso político e moral de sua força hegemônica. Este ciclo acabou porque: (a) a interpretação que o PT tem sobre a crise do nosso país -que seria superada com uma retomada do crescimento econômico- está fundamentalmente errada; (b) o programa liberal e conservador do governo Lula, ao fortalecer as forças do capital contra as forças do trabalho, agrava a velha crise, em vez de abrir um período novo; (c) o tipo de prática que o PT propõe aos seus filiados - integrar-se cada vez mais às instituições do Estado, construindo carreiras políticas individuais - perpetua e aprofunda o impasse da esquerda; (d) a relação do PT com o povo - desmobilizadora e mistificadora - já permite classificá-lo como um partido conservador; (e) permeado por interesses menores de todo tipo, ele não é mais capaz de reformar-se e abandonar esse caminho falso.
Engana-se quem ainda espera que da cartola de Lula surja algo novo. O neoliberalismo do seu governo não é uma política. É uma ideologia. Como todas as outras, não deixa porta de saída. Só produz mais do mesmo, e esse mesmo é pura mesmice. É preciso compreender bem esse ponto, para que não haja ilusões. No imaginário neoliberal, o mercado é o espaço de interação de incontáveis agentes, sem que nenhum deles possa, sozinho ou em grupo, controlar os processos de troca a ponto de impor os seus próprios fins aos demais. Ao governo, nessa visão, cabe cuidar apenas de preservar certas condições macroeconômicas que permitam o mercado operar.
...
As deficiências do projeto neoliberal conduzem seus defensores à inevitável conclusão de que é preciso aprofundar esse mesmo projeto. A incapacidade de realizar-se é, simultaneamente, uma fraqueza do modelo, no plano da realidade, e uma fonte de seu vigor, no plano de ideologia. Mantém-se em ação um moto-perpétuo típico dos pensamentos dogmáticos que não reconhecem nenhuma autoridade fora de si. É isso o que explica a agenda anunciada pelo governo Lula para o próximo ano, em retilínea continuidade com o que já foi feito: reforma das leis trabalhistas, autonomia legal para o Banco Central, negociações para a Alca... Falta tanta coisa a fazer - sempre faltará! -, até que o mercado possa, enfim, nos redimir. Já se foram dois anos, de quatro, do mandato popular...
É o caminho sem volta que o governo Lula trilha alegremente, com uma radicalidade típica de cristão-novo, recém-convertido. Está brincando com fogo. Todos pressentem que a desigualdade social e a dependência externa vêm se tornando dramáticas, colocando em risco a nossa existência como sociedade organizada e nação soberana. Ninguém se iluda: apesar de tanta “maturidade” na política institucional, a sociedade brasileira está longe de ter encontrado um equilíbrio estável. Essas multidões concentradas em grandes cidades, com acesso à informação e sem alternativas dentro do sistema atual são - em tamanha escala - um fenômeno novo em nossa história.
É cedo para dizer como vão comportar-se quando perceberem que foram traídas de novo. Considerada em perspectiva histórica, a Revolução Brasileira amadureceu, embora as condições políticas para realizá-la não tenham sido construídas.
Quando o velho já morreu e o novo não nasceu, é tempo de muita incerteza. Como força transformadora, o PT já deixou de existir (a brava Luizianne é a exceção dessa regra). Nossa tarefa, agora e por muito tempo, é refundar a esquerda para refundar o Brasil. Antes que seja tarde demais.
César Benjamín
Economista, autor de "A Opóçao Brasilera" y "Bom Combate"