14/10/2005

CONFETES ILUSTRES



Criançada,

Tem gente que se contenta com elogios da Camila Pitanga... Mas, este blog está em festa e agradece comovido a dois confetes ilustres saídos de duas das penas que mais admiro no jornalismo brasileiro: Ricardo Noblat e Alfredo Ribeiro. Não é à toa que ambos são campeões de audiências do cyber-espêice verde-amarelo. Noblat, com seu blogdonoblat.com.br; Alfredo incorporando Tutty Vasques no nominimo.com.br.

Noblat citou esse humilde blog na sua imperdível entrevista da Playboy (nas bancas, com a secretária da Ideli Salvati na capa); e o Tutty comentou o espetáculo (publicado no site nominimo e copiada abaixo) "Como Chegamos Aqui?- a História do Brasil Segundo Ernesto Varela" que apresento nos finais de semana no Rio de Janeiro (apenas até dia 13 de novembro próximo).

(www.comochegamosaqui.com.br)

Aos dois, a minha gratidão e cumplicidade.

Ah, mas a minha doce amiga Camila Pitanga, continua convidada a aparecer e também fazer seus comentários...

..::..

Honestos são os outros!


08.10.2005 | Nem todo brasileiro com DNA de honesto anda por aí indignado com a roubalheira dos que não tiveram a mesma falta de sorte genética. O grito dos excluídos da maracutaia começa a dar voz a uma certa revolta com o legado da honradez e da decência. Gente que tem plena consciência do quanto, no Brasil de hoje, ser íntegro atrapalha, quando não inviabiliza totalmente, qualquer chance de ascensão social e crescimento profissional do cidadão. Sejamos francos: a correção moral é, sem nenhum juízo de valor, um péssimo negócio. Só os pobres muito hipócritas continuam enchendo a boca para dizer o que não são capazes de fazer para ter uma vida digna. Enfim, enquanto o brasileiro não perder essa comiseração de se ver desgraçadamente honesto, vamos chamar de indignação a raiva que dá não ter acesso a uma bocada na vida.

Sem querer fazer humor negro com o “basta!” alheio, existe uma maneira engraçada de encarar o estado de coisas a que chegamos. Ri de me acabar assistindo ao espetáculo “Como Chegamos Aqui? – A História do Brasil Segundo Ernesto Varela” (em cartaz no Rio de Janeiro), especialmente quando o genial personagem-repórter de Marcelo Tas arranca a seguinte declaração bem-humorada de um motorista de táxi carioca (ô, raça!): “Não fosse essa dignidade, esse caráter todo que herdei do meu pai, eu estaria rico”. Não teve, de forma alguma, intenção de maldizer o velho. Ser honesto – não importa se por parte de pai ou de mãe – é uma droga danada, convenhamos! Em geral não tem cura. Há um certo tipo de gente, o taxista supracitado decerto faz parte dessa cadeia genética, condenada a dar errado na vida por fazer tudo direito. Não dá para achar isso bom!

Tenho a impressão que depois de uma certa idade o brasileiro, se tiver oportunidade, manda às favas essa compulsão pelos bons costumes. Acho que foi mais ou menos o que aconteceu com a cúpula do PT quando teve acesso à mufunfa. O partido não deve se envergonhar disso! Todo mundo tem um primo, um tio, um cunhado meio Silvinho Pereira na família. Como dizia o querido Zózimo Barrozo do Amaral, em momento de puro delírio politicamente incorreto, “durante 50 anos construí um patrimônio moral. Ele agora está à venda”. O taxista entrevistado por Ernesto Varela faria o mesmo se pudesse se desfazer da maldita herança paterna. Marcelo Tas faz um bem danado ao jornalismo quando desconstrói os bons costumes da imprensa e seu velho círculo vicioso de produção de notícias: gente que não sabe falar dizendo coisas para gente que não sabe ouvir, que escreve coisas para gente que não sabe ler (a definição é, salvo engano, de Frank Zappa para a revista “Rolling Stone”).

Ernesto Varella é aquele que nos anos 80 perguntou a Maluf se era verdade o que todo mundo dizia, “o senhor é corrupto?” Gostaria de perguntar a Lula, por exemplo, “por que o senhor se recusa a aprender português?”; e a Roberto Jefferson, “por que o senhor não começou a falar quando ainda era gordo?” Merecia um espaço mais generoso na TV aberta, como já teve no “Fantástico”. Se o Brasil não é um país sério, como é que a imprensa vai ser?

Por falar nisso, um outro jornalista amigo dessa coluna presenteado pela Warner com o ipod de divulgação do novo trabalho de Maria Rita está tentando há dias devolver as músicas da cantora gravadas no aparelhinho. Ninguém lhe dá ouvidos! É de gente assim que o Brasil precisa.

Tutty Vasques
www.nominimo.com.br

Escrito por Marcelo Tas às 09h08

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COLABORAÇÃO



Agradeço ao Ovo Azul (ovoazul.zip.net), que mandou o logo para o post lá do dia .

Imagens e ilustras são sempre bem-vindas.

Escrito por Marcelo Tas às 07h50

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11/10/2005

QUAL A SUA URUCUBACA PARA O LULA?



Até nisso Lula copia FHC: culpar os "fracassomaníacos" por suas bobagens no governo.

Já que o presidente nos acusa de jogar "catiça" (alguém aí já usou essa palavra?), aqui vai minha urucubaca para ele:

- Que o senhor presidente seja obrigado até o final do governo a aprender a falar corretamente as palavras no plural com uma professora particular, que vai lhe acordar todos os dias as 7 da manhã (tô sendo bonzinho) aterrorizando-o com prova oral, ditado e a tabuada do sete.

E você, teria alguma urucubaca pro Lula?

Clica aqui, mas só não vale magia negra. Esse blog quer o aperfeiçoamento democrático e o melhor para o Brasil, que como aprendemos com o próprio presidente, somos nós mesmos, os brasileiros.

Escrito por Marcelo Tas às 10h03

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COMANDANTE ZEZÉ



Como amante da boa música caipira, muitas vezes já tive que defender corajosamente as escorregadas de Zezé di Camargo junto aos meus amigos.

Inclusive aquela baixaria que foram os comícios de apoio "a Lula", com descontinho no cachê e tudo mais... Tudo porque respeito e gosto da música dele e Luciano.

Mas não dá pra engolir essa atitudezinha rude, arrogante dele, de processar o Programa Pânico, só por conta de uma sátira ao filme "2 Filhos de Francisco". Eu que já critiquei aqui o Pânico no episódio Carolina Dickman, tenho que vir agora me colocar aqui ao lado dos meninos. Dessa vez eles não foram atrás de ninguém, não ficaram na porta da fazenda de Zezé... Só fizeram uma sátira, uma charge... Independente de gostar ou não, o humor só sobrevive com liberdade.

Abaixo a censura, abaixo a arrogância, abaixo a ignorância!

Assim o Zezé vai ficar que nem o Fidel, só quer ouvir quem fala bem dele.

Será que ele é?

Escrito por Marcelo Tas às 08h21

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06/10/2005

O BLOG PROPÕE: PROJETO





Então é isso: o bispo fechou a boca, mexeu com a mídia nacional e resolveu a parada do Rio São Francisco?

Gente, taí um jeito de salvar o governo Lula da ruína nesses últimos minutos do segundo tempo!

Se todo mundo que estiver descontente com o governo fizesse uma greve de fome, mataríamos dois coelhos com a mesma caixa dágua: resolveríamos os graves POBREMAS do país e finalmente teria o início o incrível Fome Zero, que nunca havia saído do papel.

Alô Mercadante ou alguém que ainda estiver aí no Planalto, não perca essa chance. Pode ser a última.

Escrito por Marcelo Tas às 18h05

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04/10/2005

REFERENDO, JÁ EXISTE UM PERDEDOR: VOCÊ



Meninada,

Nem precisa mais encheção de linguiça. Depois de ver a "propaganda gratuita" na TV, com bonzinhos de um lado defendendo o "adeus às armas" e mauzinhos de outro, enxugando gelo, percebo que já existe um perdedor para esse referendo: nós todos.

Vai custar uma grana preta, quase o equivalente a uma eleição, e não vai decidir nada. Não tem poder de veto, não tem poder decisório, não tem razão de existir.

Uma coisa é fato. Há pouquíssimas armas legalizadas no Brasil. Se o referendo autorizar a comercialização de armas para quem tiver essa necessidade ou vontade (a posição que mais me convence até agora) não vai refrescar nada. É coisa de 3 mil armas legalizadas (por ano) contra 8 milhões clandestinas.

Outro fato: existe uma enorme diferença entre ter uma arma e poder usá-la onde bem quiser. Você pode ter uma arma para defender a sua casa, mas isso não quer dizer que você pode usá-la na rua, como no faroeste. Para isso você precisa de ter porte de arma. No último ano, só foram outorgados 400 portes de armas em todo país. Portanto, votar "não" não significa apoiar o bang-bang, como o horário "gratuito" vem explicando.

Enfim, a mesma velha e boa confusão de sempre.

Portanto, até agora eu não sou nem SIM nem NÃO. Sou apenas CONTRA esse lamentável referendo.

O dinheiro empregado nele deveria ter ido para a Educação (que Lulinha não priorizou) ou para a Cultura (onde Gilzinho não fez p_ nenhuma).

E você, o que já aprendeu com esse tiroteio?

Escrito por Marcelo Tas às 20h48

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03/10/2005

BANG-BANG: SIM OU NÃO?



Crianças,

Nunca fui tão pressionado para botar um post. Muita gente quer saber minha opinião sobre o famigerado referendo. Então um breve começo de conversa sem meias palavras:

1. É muito bem-vindo o referendo, só pela discussão que ele provoca.

2. Não tenho ainda uma posição definida.

3. Antes de dizer SIM ou NÃO, que aliás é bom alertar os apressadinhos de plantão, SIM quer dizer sou CONTRÁRIO à venda de armas; NÃO, sou a FAVOR da venda de armas, chamo atenção para outros dados.

Sugiro a todos, dentro das possibilidades de cada um, a leitura de GUERRA CIVIL, livro recém lançado pelo historiador Luis Mir. Como é um catatau de mil páginas e você deve andar muito ocupado, copio abaixo uma entrevista dele ao JB ON LINE, há muitas outras aí pela internet.

Vou grifar uma informação do Mir, que penso apropriada pra conversa. 80% dos crimes violentos no Brasil tem a ver diretamente com um e somente um assunto: o álcool. Ele é responsável direto por quase 40 mil assassinatos por ano. Um recorde mundial vergonhoso. Será que proibir o goró resolveria? O que vem antes: o primeiro tiro ou o primeiro gole?

Clique!

JBONLINE: http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/cidade/2004/11/27/jorcid20041127008.html

Escrito por Marcelo Tas às 10h23

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01/10/2005

QUEM + TÁ FALTANDO?



Gente, assim não dá: Xuxa, Romário... e a PF ainda diz que trabalha com 3.500 outros nomes!!!

Desse jeito, quem vai escapar? Nem os 2 filhos de Francisco...

Na sua opinião: quem vai conseguir ficar de fora do listão da PF com suspeitos de envio de recursos não contabilizados para o exterior? Clique!

Escrito por Marcelo Tas às 15h39

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