30/11/2006

Morre Nabi mas o jogo continua



Recebi quase uma centena de e-mails comentando a morte do dirigente esportivo Nabi Abi Chedid.

Li a notícia no Blog do Juca Kfouri e lá mesmo internautas comentavam a entrevista que fiz com ele na pele do Ernesto Varela na Copa do México 86 (imagem acima).

Morre Nabi, mas a entrevista e o assunto dela infelizmente ficam: o poder desproporcional dos dirigentes no futebol brasileiro.

O que não dá para aceitar é gente me cobrando um "pronunciamento" sobre Nabi, com uma intenção de julgá-lo nesse momento de dor dos seus familiares. A eles, o meu respeito e condolências.



Escrito por Marcelo Tas às 16h46

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TV para crianças: até o Ilariê foi globalizado

Negócio da China: Xuxa em mandarim


Escrito por Marcelo Tas às 07h38

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29/11/2006

Hoje no podcast: a influência dos cabelos na cabeça dos políticos



É só clicar na home do UOL, a partir das 8 da noite.

Escrito por Marcelo Tas às 18h57

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Redator da Globo é viciado em confusão



Será que os meios de comunicação estão preparados para receberem o olhar crítico da sua própria audiência?

Olha o que o Daniel, telespectador da Globo, notou e publicou no YouTube. Contra a edição dele não há argumentos. O redator da Globo deveria deixar a preguiça de lado e começar a apostar na inteligência dos telespectadores. Como o Daniel.


PS: enviado pelo Carlos Alberto Teixeira.

Escrito por Marcelo Tas às 08h01

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Presidente da Radiobrás concede entrevista corajosa


Haja discernimento para entendermos a situação. Talvez para compensar suas manchetes enlouquecidas, a Folha publica na edição de hoje, entrevista precisa e fundamental- para quem quiser entender os rumos da mídia e das emissoras públicas- com Eugênio Bucci, atual presidente da Radiobrás. Que ele consiga continuar no cargo- se defender dos "cumpanheiros aloprados" do PT- depois de ter coragem de tocar em assuntos tão delicados quanto importantes.

Bucci falou à jornalista Vera Magalhães. A íntegra está aqui, para assinantes do jornal ou do UOL: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2911200632.htm



FOLHA - Bernardo Kucinski escreveu artigo em que critica a condução da Radiobrás no governo Lula, dizendo que ela teve "vergonha" de ser estatal. Como responde a isso?

EUGÊNIO BUCCI - A Radiobrás e seus funcionários jamais tiveram vergonha de ser integrantes de um sistema estatal. A Radiobrás é uma estatal e, portanto, tudo que ela não pode ser é partidária. Sendo uma estatal, ela não pode se arvorar a ser porta-voz da causas que supostamente sejam abraçadas pelos integrantes do governo federal. Não pode fazer assessoria de imprensa, atuar como porta-voz do governo ou fazer propaganda de governo. Essas funções são da administração direta. O vício do governismo é uma face do partidarismo. As falas das autoridades do governo entram nas reportagens da Radiobrás entre aspas, são falas de fontes que nós ouvimos, não são parte de um programa, de uma plataforma expressa da Radiobrás. Ela não existe para assumir a defesa de autoridades, ela existe para bem informar o cidadão.

FOLHA - Como o sr. responde à crítica de que a Radiobrás deixou de construir uma "narrativa própria" do governo Lula?

BUCCI - O que significa "narrativa própria" de governo? Eu não consigo entender o significado dessa expressão. Quem teria essa incumbência é quem tem a voz do governo. Portanto, quem ocupa postos na administração direta, que é o governo por excelência. Evidentemente que não pode ser o reportariado da Radiobrás o incumbido de estabelecer tal categoria política cujos contornos eu desconheço.

FOLHA - Na crise política a Radiobrás discutiu como cobriria denúncias como o mensalão?

BUCCI - Com os escândalos de corrupção ou com a cobertura das políticas públicas, o procedimento é o mesmo. Há traços distintivos entre a cobertura geral da mídia e a da Radiobrás. A gente nunca usa uma informação em "off", seja uma declaração, seja um extrato de um documento ou uma imagem. Tudo o que nós publicamos tem origem declarada e tem crédito. Nós não fazemos interpretação, não fazemos opinião, análise, crítica. Damos os fatos, as declarações, os contextos para que o cidadão componha a sua narrativa. Isso é fundamental para entender como nós cobrimos o mensalão: com normalidade, buscando informações oficiais em vários lugares onde isso estava sendo apurado, nas estatais, no Ministério Público ou no Congresso.

FOLHA - Houve alguma ingerência do Palácio do Planalto na Radiobrás?

BUCCI - Não. Não houve. É importantíssimo que fique claro.

Escrito por Marcelo Tas às 07h48

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28/11/2006

Nassif comenta Folha e Lulinha



A princípio, tive enorme dificuldade em entender a manchete da Folha de ontem: "Publicidade ajuda a bancar TV de filho de Lula".

Depois, quando os meus olhos finalmente acreditaram no que viam, uma enorme barulho em torno de uma "não-notícia", fiquei envergonhado pela Folha e resolvi não comentar.

Nada como 24 horas para apurar o discernimento.

Triste ver a Folha se perder desse jeito. Tratar uma edição esquizofrênica de informações pouco significativas como um "furo jornalístico". Seria patético não fosse grave.

Vocês sabem, para mim, é difícil comentar sem despertar "suspeitas" dos aloprados de plantão. Lembram-se? Segundo aquela-revista-que-me-dá-um-certo-nojo-dizer-o-nome (atualmente apenas um pequeno nojo, já que ela anda tão rala, definhando em número de páginas e energia vital, que o nojo vira uma certa peninha), sou um "Blogueiro Chapa Branca" em defesa do filho do presidente em troca de dinheirinho.

Pois é, como alguns cogitam que ganho uma grana do Lulinha, me deu uma certa preguiça voltar a esse assunto tão vazio quanto sem importância para mim. Então Luis Nassif escreveu no blog dele tudo aquilo que eu queria dizer. Deixo a palavra com ele.

Texto tirado do blog luisnassif.com.br

28/11/2006 09:21

Dos fatos e das manchetes - 2

Manchete da “Folha” de hoje: “Publicidade oficial ajuda a bancar a TV do filho de Lula”. No primeiro parágrafo da manchete a informações de que “a Gamecorp (...) divide com o Grupo Bandeirantes o faturamento obtido com verbas federais em anúncios na Play TV”.

Diluídas nas páginas internas as seguintes informações:

1. Todas as informações foram fornecidas pela própria Bandeirantes, no processo que move contra a Editora Abril. O juiz tirou o segredo de justiça, e o repórter pode consultar os autos e selecionar as informações a serem destacadas na matéria.

2. Internamente, pela matéria fica-se sabendo que contrato da Gamecorp com a Bandeirante prevê a divisão em 50% de toda a publicidade arrecadada. Não há uma cláusula especial para publicidade de órgãos públicos, conforme sugere o texto destacado da primeira página. Internamente, artigo de Daniel Castro, o crítico da TV da "Folha", informa que esse tipo de contrato é comum no mercado.

3. O infográfico mostra que a PlayTV deverá faturar R$ 5,2 milhões em 2006, e que o Banco do Brasil e a Caixa estao entre os maiores anunciantes (provavelmente estão entre os maiores de qualquer emissora ou editora). Quando se entra nos valores (perdidos no meio do texto), fica-se sabendo que, em 2006, as verbas federais para o PlayTv foram de R$ 597 mil, ou 11% do faturamento previsto, e 68% inferiores à publicidade oficial em 2005, ano em que a Gamecorp ainda não participava do faturamento do Canal 21.

4. Na defesa, feita pelo advogado Walter Ceneviva, fica claro que a PlayTV concorre diretamente com a MTV, da Editora Abril, que iniciou a campanha contra a Gamecorp.

5. A matéria envereda, assim como a “Veja”, em ilações sobre anunciantes privados. A intenção da "Veja" é intimidar esses anunciantes privados com o tom de escândalo conferido às matérias, sufocando a empresa por vias indiretas. A "Folha" acaba embarcando nisso, embora não seja de seu feitio.

6. Ao contrário da “Veja”, historicamente a “Folha” fornece todas as informações. Só que, ao se juntar todas as peças, não se encontra o todo anunciado na primeira página.


PS: A manchete da Folha de hoje: "Bancos lideram doações a Lula". Dentro da reportagem ficamos sabendo que o valor das doações dos bancos à campanha petista- R$ 10,5 milhões- é exatamente o mesmo das doações dos bancos à campanha de Geraldo Alckmin. Afinal, o que quer nos informar a Folha?

Escrito por Marcelo Tas às 23h58

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Estudantes nas ruas: aproveitem para enxergar além do ônibus



Sempre que sobre a passagem de ônibus, os estudantes vão para as ruas.

Às vezes, o pau come feio. Geralmente, na Bahia é que ocorrem os incidentes mais agudos. Desta vez é em São Paulo.

Toda vez que vejo os estudantes indignados nas ruas com o aumento das passagens de ônibus eu me pergunto: o que eles fazem nos outros 365 dias do ano?

Já que estão nas ruas, poderiam se indignar contra o 2.978 servidores do Judiciário que recebem acima do teto de R$ 22.111 previsto na Constituição. Ou mesmo contra o fato do Carlos Heitor Cony ter cometido mais um livrinho ou a tintura pornográfica do bigode de José Sarney.

Vamos lá, estudantada, ampliar essa lista de ítens a serem protestados.

E que fique bem claro, apóio integralmente o protesto contra o aumento do ônibus. Mas, dá pra ir mais longe do que isso.

Escrito por Marcelo Tas às 17h34

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Turismo no Brasil é bombardeado por filme da Fox



Recebo e-mail do simpático casal Fabiana e Cleber, brasileiros, atualmente vivendo em Toronto, no Canadá.

Estavam no cinema, quando entrou na tela o trailer abaixo. A "obra de arte" hollywoodiana se chama "Turistas", assim mesmo em português. Realização da Fox Filmes, uma das empresas do mega empresário Rupert Murdoch, dono de metade da mídia do planeta. Ou é mais que isso?

Atenção, crianças, não é caso de dizer que é "fato", o Brasil é violento mesmo, blablablá... Temos que entender a fonte dessa propaganda. A Fox é mestra no ultra-nacionalismo norte-americano. O canal de voz da prepotência de Bush. Não sejamos ingênuos.

Este "Turistas" é um filme bastante "oportuno" já que o verão vem chegando. E com ele viriam chegando também os turistas estrangeiros ao Rio de Janeiro. Este filme cai como uma bomba na indústria do turismo nacional. Mas, quem se importa com isso?

Pobre Rio de Janeiro, não consegue nem organizar a fila de táxi no aeroporto Santos Dumont, como poderia reagir a uma contra-propaganda desse tamanho?

Alô Ministério do Turismo, Indústria e Comércio, Ministério Público... tem alguém aí? Toc, toc, toc...



Não deixa de ser irônico, alguns posts abaixo eu comentava a violência carioca tratada com naturalidade, inclusive postei uma imagem do cartunista Jano, esta sim, uma crítica ferina mas não apelativa e oportunista como a da Fox.

Cleber descreve abaixo o resumo da ópera:

"O filme se passa no Rio de Janeiro. O trailer começa com as garotas na praia, uma delas fazendo topless, enquanto aparecem dizeres do tipo "Parece-se com o paraíso", "Parece ferias".

O trailer corta para uma cena de uma festa na praia regada a muita música e bebida, onde aparecem outros dizeres "Mas num país onde vale tudo", corta "Tudo pode acontecer".

Daí pra frente, os jovens turistas americanos (sempre eles injustiçados, os americanos) vão ficando tontos e acordam no outro dia numa praia e percebem que foram assaltados, aparentemente vítimas do "Boa Noite, Cinderela".

Pra melhorar, depois disso, eles são enganados e levados para uma casa no meio da selva, e aparentemente são sequestrados. O trailer dá a entender que nessa casa eles terão órgãos extraídos para contrabando de órgãos.

Sabe, não sou do tipo que não sei da violência que assola nosso país. Esse foi ate um dos motivos pelos quais decidi morar no exterior. Mas esse filme trata o assunto de uma maneira a realmente acabar com toda a já baqueada imagem brasileira.

O problema, a meu ver, não é ter um filme que, mais uma vez, fala sobre a violência do Brasil. O problema e a maneira que o assunto foi abordado. Parece até que somos um bando de animais selvagens esperando qualquer gringo chegar aqui para roubarmos tudo dele.

Para assistir o trailer, clique aqui. É estarrecedor.

O mais incrivel é a Fox, através da sua subsidiária Fox Atomic, se prestar a um "desserviço" como esse.

E pra piorar ainda mais, tem essa entrevista com o elenco do filme, falando sobre os bastidores. A chamada de capa no site é "Behind the Scenes: the dangers of shooting in Brazil" ou seja "Bastidores: os perigos de filmar no Brasil". Clique aqui para assistir.

O engraçado e eles comecarem a entrevista reclamando de mosquitos. Ora, eles vão filmar no meio da mata fechada e esperam o quê? Ar condicionado e teto solar? Será que eles nunca ouviram falar em repelente? Ou será que nas matas do resto do mundo não existem mosquitos?

O nome do filme é Turistas (assim mesmo, em português), e estréia aqui na terra gelada no dia 1 de dezembro.

Estamos revoltados."


 


PS: Cleber e Fabi contam suas aventuras na terra gelada no blog Canada Press

Escrito por Marcelo Tas às 09h44

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27/11/2006

Alo, turminha, estou no skypecast da Rosana Hermann

Crianças,

Estou on-line no skypecast modernérrimo da Rosana Hermann, via audio, no seguinte endereço:

https://skypecasts.skype.com/skypecasts/skypecast/detailed.html?message=talk_updated&id_talk=71581

Vai até umas 11 da noite.

Bem-vindos!

Escrito por Marcelo Tas às 21h11

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26/11/2006

Para onde vão as mídias antigas?

Muito corajoso o texto de Clóvis Rossi na Folha de ontem, domingo.

Publico na íntegra, já que aquela edição já virou papel de embrulhar peixe, mas o assunto dele não.

Rossi é um exemplar raro de jornalista "antigo", que de antigo não tem nada. Continua um excelente e incansável repórter. Sua reflexão deve passar pela cabeça de todos veteranos da profissão, só que ao contrário de muitos deles, Clóvis não tem pruridos de escancará-la no próprio jornal onde trabalha. Só tenho uma coisa a acrescentar ao texto. Clóvis centraliza sua reflexão no jornalismo impresso. Penso que a mesma dúvida deve ser levara para outras mídias "antigas" como TV e rádio.

Ou o jornalismo- escrito, televisionado, radiofônico, etc...- trata com respeito e atenção a gigantesca revolução que vivemos e se reinventa ou então, babau.

..::..
Folha de S. Paulo
26/11/2006
Página 2

CLÓVIS ROSSI

Férias, as últimas?

SÃO PAULO - Saio hoje de férias (até o começo de dezembro) com a sensação que deve sentir o mico-leão-dourado: a de uma espécie em vias de extinção.
Um estudioso norte-americano, que já citei neste espaço, chegou a pôr até a data do fim na lápide do jornalismo impresso (2040, salvo erro de memória).

A coisa é tão feia que a revista francesa "Marianne" está propondo a criação de uma comissão, formada por personalidades independentes, com a única tarefa de lançar "uma grande campanha nacional pela independência da imprensa", como diz Maurice Szafran, diretor da revista. A idéia é reunir até 40 milhões (cerca de R$ 112 milhões), a serem redistribuídos a jornais em dificuldades.

Recorrer à sociedade é uma idéia bem melhor e mais sadia do que a do governo petista de dar dinheiro público para publicações "amigas", ou seja, para o popular jornalismo chapa-branca. Ainda assim, e mesmo que o público francês compre o "bolsa-mídia", não vai resolver o problema, O jornalismo impresso vive uma crise que é, sim, financeira, mas é acima de tudo uma crise de destino.

Explícita ou implicitamente, vivemos sob a cultura do lema do "New York Times", qual seja, publicar "all the news that is fit to print". Hoje em dia, todas as notícias que estão prontas para publicação aparecem antes que os jornais comecem a rodar -ou na TV, ou na internet, ou no rádio. Logo, a rigor, não há mais notícias "fit to print" que sobrevivam até o dia seguinte, quando os jornais começam a circular. É claro que sempre sobra alguma rebarba de informação exclusiva, mas é pouco para uma indústria tão cara.

O jornalismo impresso precisa reinventar seu destino. Eu tenho até alguns palpites, mas, como não passam disso, o melhor é tirar férias. Na volta conversamos.

crossi@uol.com.br

..::..

Escrito por Marcelo Tas às 23h00

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Arigatô, Tucarena



Termina a temporada no Tucarena, na PUC, em São Paulo, de "A História do Brasil Segundo Ernesto Varela- Como Chegamos Aqui?"

www.comochegamosaqui.com.br


Foram três meses e meio, de quinta a domingo, com direito a 15 debates nas quintas, com figuras sensacionais como o meu parceiro de criação do Varela, o Fernando Meirelles aí na foto. Esses encontros fizeram tanto sucesso que recebemos convite para voltar a SP no próximo ano com apresentações no meio da semana, de terça a quinta. Ficamos muito felizes com o convite e vamos pensar nele com carinho.

Por enquanto, aviso o pessoal de Curitiba, que lá estaremos de 7 a 10 de Dezembro. Brasília no começo do ano.


O pessoal do blog compareceu em massa, ontem no encerramento, tivemos Revoltado e Raquel Marginal Pinheiros. Através deles, agradeço a todo o público que encheu o Tucarena nessa temporada inesquecível. Muito obrigado!

Escrito por Marcelo Tas às 22h50

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24/11/2006

Bang-bang: o Rio é o trailer do Brasil



A volta do bang-bang na mídia carioca é um sinal da chegada do verão.

O calor parece que excita as idéias do capeta. E mostra a dura realidade de viver no Brasil. Enquanto alguns se preocupam com o vestibular, com alguma razão, pode ser decisivo para suas vidas futuras, outros se preocupam com as balas que começam a se perder pelos tiroreios que anunciam o verão.

Publico abaixo, trecho do relato da jornalista e célebre blogueira Cora Ronai, no seu www.cronai.com.

Eu, como Cora, amo o Rio de Janeiro. Mas, como alguém já disse, quem?, o Rio é o trailer do Brasil. Para além do bem e do mal.

A coisa tá sinistra.


..::..Internetc...
Cora Ronai
www.cronai.com



O Tom e eu estávamos comendo ali no Frontera, no outro dia, quando começou o tiroteio no Cantagalo. Foi meio surreal, porque a decoração do restaurante, quase na esquina da Teixeira de Melo, ou seja, ao lado da subida do morro, é meio viagem, meio faroeste: muita madeira, cartazes antigos, essas coisas que lembram mundos exóticos e remotos.

Houve uma certa correria na rua e, quando finalmente achei o celular na bolsa, os garçons estavam justamente fechando as portas. Como eles conhecem o pedaço melhor do que eu, e como o celular dificilmente renderia boas fotos nas circunstâncias, fiquei na minha e terminamos de jantar na santa paz.

Depois seguimos na direção oposta, rumo à 14a, que era meu destino, onde fui registrar a engronga do cartão de crédito com meus amigos Prates e Cupelo, os heróis que recuperaram a Pipoca em julho do ano passado.

Quando estávamos na delegacia fazendo um resumo dos fatos para a Renata, colega deles novinha, bonita e muito simpática, apareceu um PM todo armado. Vinha calmo e tranqüilo, jogou um beijo pra Renatinha e foi pegar um café.

Perguntamos como estavam as coisas lá pras bandas da General Osório e ele disse que nem dava pra subir, que os caras estavam disparando para todos os lados e que até granada tinham explodido.

-- Perdemos a granada! -- exclamou o Tom.

Foi uma conversa casual, mais ou menos como se estivéssemos falando a respeito da chuva ou da ressaca em Copacabana.


Imagem: Rio de Janeiro por Jano

Escrito por Marcelo Tas às 14h59

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O mundo gira e a lusitana roda




Este é o slogan de uma antiga empresa transportadora que reflete bem o momento atual. O mundo continua girando, independente do fato de todos nós continuarmos rodando junto com ele.

Acabo de chegar de uma grande agência de publicidade paulistana. Me chamaram lá porque estão conversando com "especialistas" para tentar entender para onde vai a internet. Well, a internet não tem especialistas. É uma experiência coletiva onde todos estamos aprendendo juntos. Ao vivo. Mas não deixa de ser um ótimo sinal: uma grande empresa que resolve fazer perguntas. Procurar "conhecer melhor a internet" e suas novas possibilidades. Depois de um longo período de euforia, picaretagem e depois falências e depressão, a internet finalmente começa a dar passos de verdade. Com gente que tem o que dizer. E discutir o que vem por aí.

Publico abaixo nota que saiu nos portais do meio publicitário, Blue Bus, citando o "Blog dos Blogs", hospedado no IDG Now.

É crianças, vivemos uma nova era. Quem demorar para perceber está frito. Ou fora do jogo.


Blog dos Blogs
Ralphe Manzoni Jr
21 de Novembro de 2006

Grandes portais se unem para fazer publicidade online crescer


Os sete principais portais da internet brasileira decidiram deixar de lado as diferenças e se unir para divulgar o que todos do meio sabem, mas talvez uma parcela grande de quem investe em publicidade ainda não se deu conta: a internet já é a segunda maior mídia de massa do Brasil.

Com 32 milhões de usuários, a internet está à frente da TV a cabo (13 milhões de pessoas), jornais (3,1 milhões) e revistas (13 milhões).

Apesar disso, a internet tem só 1,9% da receita de publicidade no Brasil, segundo dados do InterMeios do primeiro semestre de 2006. Nos EUA, ela já representa 5,5%. Na Inglaterra, a web já arrecada 10,5% do total investido em mídia.

A meta dos sete grandes portais é que até 2009 a publicidade online represente entre 3,3% e 3,5% da publicidade no Brasil. Como conseguirão? Atraindo novas verbas (marketing direto, promoções) e melhorando métricas.

Escrito por Marcelo Tas às 14h17

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Debate de ontem: Gilberto Dimenstein




O debate e o público de ontem foram excepcionais. Dimenstein é um caso raro de jornalista. O cara que traz boas notícias, de gente que está fazendo e não reclamando da "realidade brasileira", algo quase proibido na mídia "antiga".

Escrito por Marcelo Tas às 14h06

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23/11/2006

Varela no Tuca: última semana



E hoje, quinta, tem debate depois da peça com o jornalista Gilberto Dimenstein.

"A História do Brasil Segundo Ernesto Varela- Como Chegamos Aqui?"
Tucarena
Monte Alegre, 1024
Perdizes

20h00

www.comochegamosaqui.com.br


Escrito por Marcelo Tas às 14h50

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Caos aéreo: piloto militar fala ao blog




Prezado Tas,

A idéia de passar o controle aéreo para os civis é ilusória. Cito o caso da Infraero. Recebe muito recurso financeiro mas a área da logística não funciona com a velocidade que devia. A grana na logística é alta. Todos querem o filé: os aeroportos rentáveis do Sul e Sudeste e suas taxas. Manter um equipamento lá em "Deus me livre" ninguém quer. Não é prioridade. Portanto, não adianta colocar o foco só nos operadores do tráfego aéreo. A área operacional tem que andar junto com a logística.

Tenho voado pela América do Sul e Caribe e percebo o quanto estamos bem, ou pelo menos estávamos. Temos cobertura por radar no país todo. Não é pouco e não é fácil. Acreditem, é uma guerra. Vocês não imaginam como sofre essa tecnologia moderna na beira do mar e em várias cidades da Amazônia. Interligar tudo isso para que a imagem do radar chegue bonitinha para o controlador com antenas de retransmissão... chuva forte, fogo, bicho que morre queimado nos fios, roubos e mais roubos de cabos de cobre, panes dos rádios, alguns novos, outros nem tanto.. São milhares e milhares de dólares e euros gastos pra manter tudo funcionando.

Não só no controle, mas na logística também falta gente. Só que os da logística não trabalham em escala. E ainda viajam e fazem hora extra na bancada pra "apagar incêndios", como qualquer especialidade militar. Não é segredo em país nenhum. Somos mais "baratos" porque não temos direitos trabalhistas. É a regra posta para todos, sem exceção.

Se não está bom, por que não saem? O controlador gosta de sentir um piloto, pois como eles dizem, "conduzem todas aquelas vidas". Sim, mas não é tudo. Afinal, o mecânico e o piloto fazem o principal. Mas eles não aceitam. São prima-donas. Daí haver uma distância de pensamento entre as categorias.

..::..
Piloto militar, em depoimento anônimo ao blog.

Imagem: cobertura do território brasileiro pelos radares de controle aéreo

Escrito por Marcelo Tas às 08h34

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Caos aéreo: piloto civil, comandante de aeronaves de passageiros fala ao blog



Prezado Tas,
Há dois aspectos importantes:

- A atuação sindical.
- A nossa legislação de uso do Espaço aéreo.
Os sindicatos, por concepção, estão sempre em busca de melhores salários, menor carga de trabalho, melhores condições laborais. Esta é, afinal de contas, a sua razão de ser. Os militares, por estatuto, não podem fazer greve, nem pertencer à associações sindicais. Portanto só os civis (pequena parcela dos controladores de tráfego aéreo) são sindicalizados.

Por que então, o antigo Ministério da Aeronáutica, se expôs desta forma à contratação de "insubordináveis" civis à uma área estratégica tão sensível? (NORMAS DA ORGANIZAÇÃO DA AVIAÇÃO CIVIL INTERNACIONAL-ICAO)

Uma vez organizados em sindicato, haverá sempre que existir um "núcleo de condensação", para que haja uma mobilização em prol do (de sempre!) +salários/ -carga de trabalho, etc... Normalmente, não há coesão nos sindicatos por medo do desemprego a não ser quando existe um motivo realmente crítico. Agora, apareceu um: A colisão entre duas aeronaves.

O líder sindical entra neste momento e diz: tá vendo só no que dá trabalhar nestas condições? Aí tem a adesão em massa, da categoria.

Ele vai à TV e diz que não está havendo nenhum tipo de movimento paralisante. Apenas o fiel cumprimento do regulamento (de utilização do espaço aéreo). E é verdade. Algo parecido com o "fundamentalismo". Se está escrito, cumpra-se à risca!
Quando eu voava numa recém extinta empresa de aviação, esta voava para os três aeroportos mais movimentados do mundo (década de 90), pela ordem: Chicago, Londres e Hong Kong. Destaque para este terceiro colocado, que com APENAS UMA PISTA, era o TERCEIRO AEROPORTO MAIS MOVIMENTADO DO MUNDO!!!!
O segredo era o espaçamento entre os aviões: evidentemente menor do que o adotado no Brasil.

Pela norma brasileira, quando uma aeronave estiver, em vôo, passando o "marcador externo" nenhuma aeronave pode ocupar a pista. No caso de Guarulhos, com 2 pistas paralelas (pouca distancia lateral entre elas), a que está no solo, na pista da esquerda, tem que aguardar a que está voando a 10 Km (marcador externo) de distância pousar na pista da direita, para que seja liberada para decolar. É a norma. Se tivermos decolagens consecutivas, a aeronave posterior tem que aguardar até (dependendo do porte de cada uma) 3 minutos de espaçamento. Também está escrito.
Em Londres, era muito comum, você passar o tal marcador externo, e haver 2 aeronaves na sua frente, que pousariam exatamente na mesma pista que nós brazucas. E tudo saía (e continua assim!) em profissional harmonia, em prol da eficiência.

Em NYC, por exemplo, a torre dá autorização para você ocupar a pista assim que a antecessora começa a se mover. E a autorização (praticamente uma ordem!) de decolagem acontece assim que o colega começa a levantar o nariz. Como se a atmosfera no exterior se recompusesse muito mais rápido do que a que temos por aqui. Um detalhe: eu não conheço nenhum acidente de avião que tenha caído durante a decolagem, por causa do "wake turbulence", usando a técnica adequada.
Bom, abordei apenas 2 fatores: o sindical e as normas de utilização do espaço aéreo. Há muito mais nesta complexa e apaixonante atividade que é a aviação.
Não tenho dúvidas que houve muito que investir, não investido, por décadas. Os salários (em geral todos somos insatisfeitos) precisam de alguma revisão. O regulamento tem que ser adequado à nova realidade (o adensamento) da nossa aviação. E tudo isto, SEMPRE À LUZ DA SEGURANÇA. Mas a linha que separa a eficiência da segurança, é muito estreita. Sempre que você pender "demais" para a segurança, estará penalizando a eficiência. E vice-versa. Em segurança de aviação, existe uma máxima que é: "todo acidente pode e deve ser evitado".
Para concluir, os holofotes estão em cima da infra-estrutura do espaço aéreo. Algo que esteve latente durante algum tempo. A mídia lucra mais quanto mais houver questões bombásticas em voga. Esta foi a bola da vez.
Com certeza, o sistema de saúde pública, ou de ensino público são muito mais caóticos e fazem um número de vítimas muito maior. Mas não dá ibope.

Mauro Proença- piloto civil, comandante internacional de aeronaves de passageiros



Fotos: consoles de controle aéreo (acima: as modernas instalações em Manaus; abaixo, o console AMC 901– já ultrapassado tecnologicamente, ainda em uso no Brasil)

Escrito por Marcelo Tas às 08h24

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22/11/2006

Lula explica crise: foi pego de "calças curtas"




Deixa o homem explicar, gente.

Finalmente, o presidente apareceu e deu explicação para a crise. Disse que foi "pego de calças curtas".

Estava em Sapezal, Mato Grosso (480 Km de Cuiabá), falando de improviso, com gosta, ao governador do estado Blairo Maggi, um dos maiores plantadores de soja do país. Se referia ao pífio desempenho da safra agrícola nos dois últimos anos. Mas poderia muito bem estar falando do apagão aéreo. Ou do orçamento da República ainda não aprovado. Ou da taxa de câmbio. Ou dos juros. Ou do fiasco da educação. Ou das reformas- fiscal, política, previdenciária, judiciária- nunca realizadas. Ou do vexame que são as estradas brasileiras, já que naquele momento inaugurava um trecho de 14, isto mesmo, 14 Km de uma estrada que tem extensão de 132 Km entre Comodoro e Sapezal, onde aliás, o governador Maggi tem uma das suas super fazendas.

Detalhe, entre Cuiabá e Sapezal ainda persistem 280 Km de terra mais 192 Km de estrada abandonada precisando de recuperação. Esta é uma pequena parte da rodovia BR-364, um dos principais corredores de escoamento da produção de grãos de Mato Grosso, como informa o repórter Rogério Pagnan, na Folha de S. Paulo, página A6, de hoje, aqui: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2211200608.htm

Realmente, este é o país dos comandantes calças-curtas.

Agora, presidente, com todo respetio, já trocar essa fralda cheia de caquinha.

Escrito por Marcelo Tas às 09h38

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21/11/2006

O caos aéreo e a desinformação



Voar para mim, e para quase todo mundo, sempre é um momento de encantamento. Mesmo para quem tem medo ou não gosta, os dias velozes que vivemos transformaram o avião numa necessidade. O antigo pássaro de prata, privilégio de poucos, virou transporte de massa.

Não é preciso ser nenhum gênio ou especialista para constatarmos que esta é a maior crise de comando na história da aviação civil no país. Simplesmente, é algo inadmissível. "Apagão aéreo" é pouco, uma expressão caridosa para extrema irresponsabilidade do governo em sonegar informações honestas e precisas sobre a situação de risco que milhares de brasileiros se submetem todos os dias. A maioria deles, homens e mulheres responsáveis pela movimentação da economia.

É tanta desinformação, que somos obrigados a virar garimpeiros de notícias, militantes de balcão nas companhias aéreas, mendigos de informações confiáveis nas pouquíssimas vezes em que autoridades ou os próprios controladores de vôo- geralmente na penumbra com vozes modificadas- falam à imprensa.

O Ministro da Defesa Waldir Pires, que começou sereno e confiável que ia debelar a crise, já se desgastou e se desmoralizou. Ninguém suporta mais a calma dele diante do risco iminente que é pegar um avião ou mesmo se dirigir a um aeroporto. Por que esse silêncio?

O que sabemos até agora?

Vou elencar os fatos que consegui coletar ao longo dessas semanas de crise:

1- A aviação cresceu significativamente nos último cinco anos (ninguém precisa ser especialista para ver o fato, basta ter pego avião nesse período em qualquer aeroporto brasileiro)

2- A distância vertical entre os aviões diminuiu de 2 mil para 1 mil pés- cerca de 300 metros (para acomodar o aumento dos vôos)

3- No Brasil, o número de controladores de vôo permaneceu o mesmo, cerca de 2.800.

4- Apesar de relativa melhora e atualização no final da década de 90, no Brasil as condições técnicas não são as mesmas de países com o mesmo número de pousos e decolagens. Enquanto no Brasil um controlador chegava a controlar 20 aviões simultaneamente, nos EUA, cada controlador vigia no máximo seis.

5- Os controladores de vôo ganham pouco comparado a responsabilidade (80% são sargentos especialistas da Aeronáutica: soldo em cerca de R$ 2 mil, comparados com R$ 4 mil das aeromoças ou R$ 10 mil dos pilotos).

Contribuições de vocês são bem-vindas, afinal diante da desinformação oficial do governo, que é o responsável pelo serviço, nós, a sociedade, estamos mendigando informações de qualidade.


Fontes: revista Época, Sindicato dos Aeronautas (www.aeronautas.org.br), The New York Times, Folha de S. Paulo, blog do jornalista Claudio Humberto, Aeroforums (aero.forums.com.br).


Imagem: artista Aaron Koblin, sobre movimentação aérea nos EUA.

Escrito por Marcelo Tas às 10h54

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Santa coincidência ou santa criatividade, Batman?

Escrito por Marcelo Tas às 07h02

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20/11/2006

E se os controladores tivessem que cuidar desse tipo vôo?



Está cada vez mais evidente que a "greve" dos controladores de tráfego brasileiros não é uma greve. E sim uma mostra do estado deteriorado de todo sistema de controle aéreo nacional, há tempos utilizado em seu limite máximo de operação. Lembro de ter realizado uma reportagem no Vitrine- TV Cultura, em 1999, onde os controladores de Congonhas mostraram para as câmeras as dificuldades das condições de trabalho deles. Fora do ar, denunciaram a situação com palavras bem mais pesadas. Recebi inclusive e-mails das esposas de alguns deles, reforçando o drama, que exibimos na televisão.

Os militares, por regra interna da corporação, não podem reinvindicar. A mulher deles muitas vezes toma este papel com coragem e galhardia.

Portanto, preparem seu saquinho de paciência, esse impasse não se resolve facilmente. É um apagão aéreo que estourou no colo do governo Lula. Foram bastante bonzinhos aliás, esses controladores, pois esperaram passar as eleições.

..::..

A imagem acima foi capturada por motorista em estrada no interior da Inglaterra, perto da cidade de Cheshire.

Link enviado por Roberto Haruo, conhecido aqui no blog como Wasabi, brasileiro residente em Nagano, Japão.

Escrito por Marcelo Tas às 09h11

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19/11/2006

Mutantes no Fantástico de hoje já está na rede



A super esperada apresentação inédita dos Mutantes no Brasil, a primeira depois do sucesso em Londres e giro norte-americano na primeira metade do ano. O video estava guardado a sete chaves para estrear no Fantástico de hoje à noite, mas já vazou para a internet.

Encontrei pelo menos dois trechos: "Panis et Circenses", acima, na íntegra, postado pela videomaker Ruth Slinger, gravado com uma camerazinha digital ou um mesmo um celular da platéia. A apresentação foi na última quarta, dia 15, no Garden Hall, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Como se pode ver, os "velhinhos" estão mandando muito bem.


Abaixo, trecho de "Ando Meio Desligado", postado pelo pessoal do site sobremusica.com.br.





A TV cada vez mais cai na rede. Será que a Globo deixou vazar de propósito? Fingiu que não viu para gerar buchicho na rede? Ou a informação está se tornando cada vez mais líquida e escorrendo pelos nossos dedos?

Se você quiser comparar a banda e a gravação do especial de TV com outro de 1969, para a TV Cultura- quase 40 anos antes- é só clicar abaixo.




Escrito por Marcelo Tas às 10h15

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18/11/2006

Formigas saboreiam purê de batata



Seria coisa corriqueira, não fosse o aparelhinho que um húgaro inventou para filmar os bichinhos.

Tem gente que garante que os húngaros são extra-terrestes. É a única língua no mundo impossível de ser falada por um não nativo. O inventor da traquitana se chama Attila Toth. Anotem esse nome.

PS: a imagem me remeteu à presença insistente do Senador Sarney esta semana pelos labirintos do poder e o farto apetite de "aliados" por cargo no governo.


Escrito por Marcelo Tas às 13h07

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17/11/2006

Britney Spears coloca neurônios para funcionar



Que idéia teve a garota: contratou o sensacional Albert Maysles, documentarista de pérolas do cinema como "Gimme Shelter" e "Salesman".

É uma lição de linguagem. Maysles fez o seu cinema direto com uma pequena camerazinha digital, e os filmetes já foram parar no YouTube. Eu não sou capaz de assoviar uma música da moça, mas tenho que admitir que foi um golaço da Britney.

Escrito por Marcelo Tas às 14h09

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A solução para o apagão aéreo



Colocar as pessoas certas no controle da situação.

Escrito por Marcelo Tas às 09h12

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