
Em 1985 (cacilda, 22 anos!), na pele de Ernesto Varela, perguntei ao Dr. Paulo: é verdade que o sr. é ladrão? Ele não quis responder. Olha no que deu. Virou caso internacional.
Será antes de acertar as contas com São Pedro, o nobre deputado federal vai ter que acertar as contas com os humanos e dançar a dança do ventre no xilindró? Quem acredita?
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NOVA YORK (Reuters) - O ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf, que foi indiciado em Nova York por suspeita de desvio de recursos na construção da avenida Roberto Marinho, pode ter arrecadado 120 milhões de dólares em propinas, disse o promotor do distrito de Manhattan Robert Morgenthau, nesta terça-feira.
Um júri popular de Nova York indiciou Maluf e quatro outras pessoas por suspeita de roubo e conspiração em março, seguindo uma investigação liderada pelo escritório de Morgenthau com a cooperação de autoridades brasileiras.
Maluf, que já foi candidato à Presidência, se elegeu deputado federal em 2006 pelo PP e foi prefeito da cidade de São Paulo e governador do Estado de São Paulo.
Morgenthau disse à Reuters em entrevista que o projeto da antiga avenida Água Espraiada deveria custar 200 milhões de dólares, mas acabou custando 600 milhões de dólares, em grande parte por meios ilegais.
"Acusamos Maluf de passar 11,5 milhões por aqui (Nova York) porque temos todas as notas e tudo. Podemos provar que isso tudo foram propinas nesse contrato. Acreditamos que ele roubou 120 milhões desse projeto", disse Morgenthau.
O indiciamento alega que o dinheiro foi transferido para um banco de Nova York e então para outra conta em Jersey.
No Brasil, um assessor de imprensa de Maluf disse que o caso é resultado de perseguição política e que o ex-prefeito nunca teve uma conta bancária em Nova York.
Leia reportagem completa no site da Reuters.